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A bronquiolite é uma infecção viral que atinge as vias aéreas mais profundas do pulmão, chamadas bronquíolos, e afeta principalmente crianças pequenas. Embora muitos casos sejam leves, a doença exige atenção especial em bebês, principalmente nos primeiros meses de vida.
A condição é uma das principais causas de infecções respiratórias em crianças de até dois anos e está entre os motivos mais frequentes de internação por problemas respiratórios em lactentes. Por isso, entender como a bronquiolite começa, quais sinais merecem cuidado e quando procurar atendimento médico é essencial para proteger a saúde dos pequenos.
O que é bronquiolite?
A bronquiolite ocorre quando um vírus provoca inflamação nos bronquíolos, dificultando a passagem de ar pelos pulmões. Com isso, a criança pode apresentar sintomas respiratórios que começam de forma parecida com um resfriado comum, mas que, em alguns casos, evoluem para dificuldade para respirar.
O vírus sincicial respiratório, conhecido como VSR, é um dos principais agentes associados à bronquiolite em bebês e crianças pequenas. Ele circula com mais intensidade em determinados períodos do ano e pode ser transmitido por gotículas respiratórias, contato com secreções e superfícies contaminadas.
O período de maior atenção
Os casos de bronquiolite costumam aumentar nos meses mais frios, quando há maior circulação de vírus respiratórios e as crianças permanecem mais tempo em ambientes fechados e com menor ventilação.
No Brasil, o outono e o inverno exigem atenção redobrada, principalmente entre famílias com bebês pequenos. Nessa época, medidas simples de prevenção, como higienizar as mãos, evitar contato com pessoas gripadas e manter ambientes ventilados, fazem diferença na redução do risco de transmissão.
Junho costuma marcar um dos momentos mais críticos da circulação do VSR, com aumento de casos durante o outono e o inverno. O frio facilita a circulação de vírus respiratórios e favorece a permanência das crianças em locais fechados, o que pode contribuir para a transmissão.
Quem são as crianças mais vulneráveis?
A maioria das crianças se recupera bem da bronquiolite, mas alguns grupos têm maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Entre eles estão:
- bebês prematuros;
- crianças com baixo peso;
- bebês menores de seis meses;
- crianças com cardiopatias congênitas;
- crianças com doenças pulmonares crônicas;
- crianças com imunodeficiências;
- crianças com síndrome de Down;
- crianças com doenças neuromusculares;
- crianças com fibrose cística;
- crianças expostas ao cigarro;
- bebês que frequentam creches muito cedo;
- crianças que permanecem em ambientes pouco ventilados.
Nesses casos, os responsáveis devem observar os sintomas com mais atenção e buscar orientação médica sempre que houver sinais de piora.
Como a bronquiolite começa?
Em muitos casos, a bronquiolite começa com sintomas parecidos com os de um resfriado comum. A criança pode apresentar coriza, tosse, febre baixa, irritabilidade e redução do apetite.
Com a evolução do quadro, principalmente entre o quarto e o sexto dia, alguns bebês podem apresentar piora respiratória. Isso acontece quando a infecção atinge as vias aéreas inferiores, dificultando a passagem de ar e exigindo maior esforço para respirar.
Sintomas de alerta
Os sintomas da bronquiolite podem variar de acordo com a idade da criança, o estado geral de saúde e a intensidade da infecção. Alguns sinais indicam que é preciso procurar atendimento médico com urgência.
Fique atento a:
- respiração rápida ou com esforço;
- chiado no peito;
- recusa para mamar ou se alimentar;
- febre persistente;
- piora dos sintomas após alguns dias;
- sonolência excessiva ou irritabilidade intensa;
- pausas na respiração, principalmente em bebês muito pequenos;
- lábios, unhas ou pele com coloração arroxeada;
- narinas abrindo muito ao respirar;
- costelas marcando durante a respiração.
Esses sinais podem indicar comprometimento respiratório e precisam ser avaliados por um profissional de saúde.
Quando procurar atendimento médico?
A família deve procurar atendimento médico sempre que a criança apresentar sintomas respiratórios persistentes, piora da tosse, febre que não melhora, dificuldade para respirar ou redução importante da alimentação.
Em bebês pequenos, principalmente menores de seis meses, a atenção deve ser ainda maior, pois a evolução da bronquiolite pode ser rápida.
O pronto atendimento deve ser procurado imediatamente em casos de respiração rápida ou com esforço, chiado intenso no peito, pausas na respiração, lábios ou pele arroxeados, sonolência excessiva, irritabilidade intensa ou quando a criança não consegue mamar ou se alimentar adequadamente.
A avaliação médica é fundamental para identificar a gravidade do quadro, diferenciar a bronquiolite de outras infecções respiratórias e definir a conduta mais adequada para cada caso.
Como é feito o tratamento?
Não existe um medicamento específico para curar a bronquiolite. Na maior parte dos casos, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com acompanhamento dos sintomas e cuidados para manter a criança confortável e hidratada.
Entre as orientações mais comuns estão lavagem nasal com soro fisiológico, controle da febre conforme orientação médica, hidratação e observação da respiração.
Casos mais graves podem exigir atendimento hospitalar, principalmente quando há necessidade de suplementação de oxigênio ou monitoramento mais próximo.
Antibióticos, corticoides e broncodilatadores não são indicados para a maioria dos casos, já que a bronquiolite geralmente tem causa viral. O uso de qualquer medicamento deve ser feito somente com orientação médica.
Como prevenir a bronquiolite?
A prevenção envolve cuidados diários, principalmente durante os meses de maior circulação de vírus respiratórios.
Algumas medidas importantes incluem:
- lavar as mãos com frequência;
- evitar contato do bebê com pessoas gripadas ou resfriadas;
- manter ambientes bem ventilados;
- evitar exposição da criança à fumaça de cigarro;
- limpar objetos e superfícies tocados com frequência;
- evitar locais fechados e muito cheios com bebês pequenos;
- manter o acompanhamento de saúde da criança em dia.
Além desses cuidados, houve avanços recentes na proteção contra o VSR. Gestantes podem receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório a partir da 28ª semana de gestação, com o objetivo de transferir anticorpos para o bebê ainda antes do nascimento.
Também há indicação de anticorpos monoclonais para grupos específicos de bebês e crianças com maior risco de formas graves, conforme critérios definidos pelas autoridades de saúde.
Plano Santa Saúde
O Plano Santa Saúde conta com rede credenciada para atendimento infantil, incluindo pronto atendimento e profissionais capacitados para avaliação de sintomas respiratórios em crianças.
Para consultar os serviços disponíveis, acesse o guia médico pelo site ou pelo aplicativo “Plano Santa Saúde” e confira a lista completa da rede credenciada.
Fontes consultadas:

